Os problemas de pele que podem ocorrer durante a gravidez

Durante a gestação, o corpo da mulher sofre mudanças fisiológicas importantes, que vão desde alterações metabólicas e hormonais até vasculares. A pele também passa por uma série de mudanças que podem refletir no surgimento de vários problemas, como por exemplo, estrias, manchas escuras (melasma) e flacidez, esta última devido ao aumento de peso.

Essas mudanças acontecem por uma série de fatores. Um deles é o crescimento da atividade de glândulas como hipófise, tireoide e adrenais, ocasionando a ampliação dos níveis de cortisona. Além disso, durante a gravidez, há um aumento expressivo na produção de proteínas e hormônios como a progesterona e estrogênio. Juntas, todas essas mudanças podem impactar de maneira negativa a vida da gestante.

A boa notícia é que apesar de serem sintomas comuns, é possível prevenir essas complicações durante a gestação.

 

Estrias e flacidez durante a gravidez

A maioria dessas marcas na gravidez acontece por conta dos hormônios e devido ao ganho de peso comum do período. A flacidez surge em todo o corpo, principalmente na região abdominal, parte interna das coxas e mamas. Já as estrias podem aparecer também nos seios, parte posterior do joelho, quadril, nádegas e barriga.

As estrias e a flacidez também podem ser minimizadas com o controle de ganho de peso e a hidratação da pele com ativos próprios para a prevenção do estiramento das fibras elásticas e colágenas. A hidratação mantém as barreiras da pele íntegras, minimizando o surgimento das cicatrizes brancas. A gestante deve ser sempre acompanhada do seu médico obstetra e do seu dermatologista para que ambos possam definir e orientar sobre essa fase da vida cheia de mudanças para as mulheres.

 

Melasma: como prevenir na gestação

Manchas escuras na pele, conhecidas como melasmas, costumam aparecer (ou piorar) em mulheres grávidas, especialmente no rosto. O melasma costuma surgir na segunda metade da gravidez e pode atingir até 75% das mulheres. Este problema de pele tende a regredir espontaneamente até um ano após o parto. As manchas escuras de melasma se manifestam apenas nas regiões expostas à radiação solar – no rosto, pescoço e colo – e são decorrentes ao aumento de alguns hormônios durante a gestação, principalmente o hormônio melanocítico estimulante.

O melasma pode ser evitado com o uso adequado do protetor solar diário, bases físicas associadas e até o uso de bonés e chapéus durante o dia. Roupas com tecidos de proteção ultravioleta são ótimos coadjuvantes nessa defesa. Ativos clareadores e antioxidantes podem auxiliar na prevenção de pequenas manchas mas sempre orientados por um dermatologista ao longo da gravidez.

 

Pelos, unhas e cabelos

Enquanto algumas mulheres vibram porque os cabelos ficam mais volumosos e brilhantes durante a gestação, outra grande parcela percebe uma redução significativa dos fios devido à queda. A gravidez acarreta uma perda de moderada a intensa nos primeiros cinco meses de gestação. Mas o quadro se reverte rapidamente no pós-parto e tem excelente prognóstico.

No caso dos pelos, a quantidade pode aumentar, especialmente no início da gestação. Pernas, buço, sobrancelha, axilas, virilha: as grávidas conseguem perceber facilmente a multiplicação dos pelos nessas regiões. Isso acontece graças ao crescimento na produção de hormônios andrógenos (masculinos) pelo ovário.

Já as unhas, que tendem a crescer mais durante este período, também podem sofrer alterações como desprendimentos, surgimento de manchas brancas e até ressecamento.

 

Aumento da acne

Cerca de 20% das mulheres adultas têm acne e as alterações fisiológicas que ocorrem na gestação podem agravar ainda mais o aparecimento destas lesões na pele. Estudos demonstram que mais de 50% das pacientes com acne na gestação apresentavam o subtipo persistente da doença (aquele presente desde a adolescência) e, na maioria delas, a acne piorou na gravidez.

Assim como em fases anteriores da vida, a acne durante a gravidez surge principalmente na face, pescoço e tronco – regiões com maior incidência das glândulas sebáceas. Para tratar a acne durante a gravidez, a recomendação é não usar substâncias como antibióticos, por exemplo, devido ao aumento de resistência bacteriana.

Cremes ou peelings químicos à base de ácido retinóico também devem ser evitados no decorrer da gestação. A conduta ideal da acne na gestação é o início precoce do tratamento e a avaliação, juntamente com o obstetra, da necessidade do uso de medicações sistêmicas em casos selecionados. Para ajudar com a acne na gravidez, a dica é lavar a pele com sabão neutro, usar hidratante com textura não oleosa e, de preferência, que já tenha proteção solar, além de evitar ao máximo o uso de maquiagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado em:

junho 6, 2019

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