Mindful Eating: fique de bem com a alimentação

Mindful Eating: fique de bem com a alimentação

Como você vem fazendo suas refeições? Você consegue focar na sua comida ou não tira os olhos do celular? Prestou atenção nos nutrientes que ingeriu? Se você anda negligenciando muito o momento das refeições, apresentamos a você um novo estilo de vida que irá despertar uma relação mais atenta e harmoniosa com a sua alimentação.

A mindful eating é uma técnica que propõe o “comer com atenção plena”, bastante usada na nutrição comportamental. Pode ser aplicada para tratar distúrbios alimentares ou, simplesmente, ajudar em uma alimentação mais consciente. Vários endocrinologistas e nutricionistas já adotam essa linha e usam uma série de ferramentas práticas.

A técnica é baseada no livro Mindful Eating – Comer com Atenção Plena. A ideia é dar mais atenção ao que colocamos na boca – e, assim, aproveitar uma refeição de forma mais saudável e saborosa. Há todo um processo, que é abordado no livro para de fato internalizar a proposta do mindful eating na rotina. O método promete tornar a dieta mais gostosa e saudável.

Para que o mindful seja incorporado no dia a dia, o livro está recheado de exercícios e orientações. O objetivo é dar os instrumentos para que cada leitor entre nessa jornada de autoconhecimento e, no fim das contas, revise hábitos alimentares. Embora não seja o objetivo principal do método, uma das consequências talvez seja a perda de peso. Afinal, ao se alimentar de maneira consciente, é possível que o indivíduo acabe comendo menos. Mas sempre, sempre com prazer.

 

Os princípios de comer com atenção plena

– Permitir a si mesmo a tornar-se consciente das oportunidades positivas e carinhosas que estão disponíveis através da seleção e preparação dos alimentos, respeitando a sua própria sabedoria interior.
– Usar todos os seus sentidos na escolha do que comer para que seja gratificante para você e nutritivo para o seu corpo.
– Reconhecer respostas aos alimentos (gostos, desgostos ou neutro) sem julgamento.
– Se tornar consciente da fome e saciedade físicas para guiar suas decisões para começar e parar de comer.

 

Comer de maneira consciente

Quando comemos de maneira consciente reconhecemos que não há maneira certa ou errada para comer, mas diferentes graus de consciência que cercam a experiência dos alimentos. Podemos aceitar que as nossos experiências alimentares são únicas.

Direcionamos, então, a atenção para comer momento a momento, ganhando confiança de como pode fazer escolhas que suportem a saúde e o nosso bem estar. Se torna consciente da interligação de terra, os seres vivos, das práticas culturais e o impacto de suas escolhas alimentares nesses sistemas.

A prática de mindful eating como terapia auxiliar no tratamento da obesidade

A prática de mindful eating vem sendo aplicada em estudos que visam a perda de peso. Para isso, foi realizado um levantamento bibliográfico em estudos científicos. Em resumo, acredita-se que as intervenções para a obesidade estão relacionadas a redução do consumo de calorias e aumento da execução de atividades físicas. Desta forma, o mindful eating é eficaz devido a solidificação das escolhas alimentares em detrimento dos casos de compulsão alimentar. Sendo assim, embora o mindful eating não seja a única terapia no tratamento da obesidade ele pode ser utilizado como ferramenta auxiliar no seu tratamento.

 

Alguns ensinamentos das autoras do livro Mindful Eating – Comer com Atenção Plena

1. Desconecte-se à mesa! Nada de ficar no celular nas refeições.
2. Prepare-se para comer: respire fundo e observe com olhar curioso os alimentos.
3. Sente-se à mesa de uma forma confortável.
4. Utilize os talheres a seu favor: descanse-os, troque para a mão não dominante e aprecie tudo com calma.
5. Delicie cada mordida: preste atenção no cheiro, na temperatura e na textura da comida.
6. Feche os olhos em algumas garfadas para estar mais presente.
7. Pense na origem e na cadeia produtiva que permite aos alimentos chegarem ao seu prato.
8. Observe o que sente: conforto, alegria, satisfação…
9. Desligue o julgamento sobre nutrientes e calorias.
10. Aprecie o entorno: onde e com quem está.
11. Tente dar uma nota para sua fome e para sua saciedade.
12. Finalize contemplando e agradecendo pela refeição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Saiba como a atividade física pode “turbinar” o seu cérebro

A prática de exercícios fortalece a saúde do cérebro, além de ser muito benéfica para a saúde do coração e dos músculos do corpo. Além de ajudar a prevenir problemas futuros, os exercícios deixam nossos neurônios mais capacitados para responder aos desafios do dia a dia. Mexer o corpo fortalece tanto a massa muscular quanto a cinzenta.

Estudos científicas apontam que a prática de exercício diminui o risco de comprometimento cognitivo leve em 35% e o de Alzheimer em 51%. Mas não se trata apenas de prevenir doenças. A atividade física aprimora também o funcionamento de um cérebro considerado saudável.

Todas as células nervosas são afetadas positivamente pela prática de exercício físico. Isso porque a prática de qualquer tipo de atividade física deixa o cérebro mais desperto, e sua atividade elétrica mais intensa. Com mais conexões ativas, a mente está mais preparada para aprender.

Além disso, a atividade física estimula diversos setores do cérebro responsáveis pela locomoção, sensação e percepção, gerenciamento de emoções, dentre outros, que são fundamentais para o sucesso nas tarefas diárias. Um cérebro estimulado e ativo é um cérebro mais bem preparado para os desafios do dia a dia: além de dar conta das tarefas com mais velocidade e qualidade, tende a se recuperar mais rápido.

E, como resultado de toda atividade física, há o aumento do fluxo sanguíneo por todo o organismo – inclusive no cérebro. Esse processo permite que sejam criadas novas vias para a sua irrigação, fornecendo a ele mais oxigênio e glicose, substâncias necessárias para o seu bom funcionamento.

 

Habilidades mais aprimoradas pela atividade física

Controle inibitório – É a capacidade de segurar ímpetos irracionais e a de ignorar estímulos irrelevantes enquanto dedicamos atenção ao que interessa.

Flexibilidade cognitiva – Se uma estratégia não está dando certo ou se surgiu um imprevisto, você consegue se adaptar e resolver o desafio.

Memória – Em primeiro lugar, suar a camisa reforça a memória de trabalho, ou a competência em recorrer a informações já registradas quando elas são vitais para uma tarefa qualquer – você entende o fim do livro porque o começo dele está fresquinho na cabeça. Isso sem contar que ajuda a armazenar lembranças de curto e, em menor escala, de longo prazo.

 

Por dentro do cérebro malhado

Aquela história de que o número de neurônios não muda na fase adulta não é correta. Prova disso são as aulas de ginástica, que aumentam a quantidade de células nervosas no cérebro. Além disso, essas unidades passam a receber um aporte sanguíneo extra e ganham ramificações para se comunicarem com eficácia. São mudanças que ajudam a explicar o fato de o sedentarismo ser o terceiro maior fator de risco passível de intervenção para demências, atrás apenas do nível educacional baixo e do tabagismo.

Não podemos desvalorizar os benefícios comportamentais das modalidades esportivas. Disciplina, concentração, resiliência e trabalho em equipe estão entre os valores que auxiliam a sobrepujar desafios mentais.

distúrbios neurológicos

Aumento nos casos de distúrbios neurológicos preocupa setor da saúde

O número de mortes causadas por distúrbios neurológicos como Alzheimer, Parkinson, derrame e epilepsia aumentou globalmente mais de 36% em 25 anos, de acordo com um estudo publicado no periódico britânico The Lancet, uma das mais antigas e conceituadas revistas médicas do mundo.

Segundo a publicação, os distúrbios neurológicos são a principal causa de morte e incapacidade no mundo hoje. O levantamento mostrou, ainda, que os mais prevalentes são as cefaleias do tipo tensão (cerca de 1,5 bilhão de casos), enxaqueca (cerca de 1 bilhão), cefaleias por uso excessivo de medicamentos (cerca de 60 milhões), doença de Alzheimer e outras demências (cerca de 46 milhões de casos). E os números só aumentam. Nos últimos anos, os casos de Mal de Parkinson aumentaram 15,7%, enquanto os registros de câncer cerebral e do sistema nervoso subiram 8,9% e os de Alzheimer, 2,4%.

Para os pesquisadores, uma das principais razões para o aumento desses distúrbios é o aumento da expectativa de vida. Isso porque com as pessoas vivendo mais, aumenta-se também o registro de ocorrências do problema, já que algumas delas atingem, principalmente, a população acima dos 60 anos.

Reflexo econômico
Em 2013, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em seu Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020 que as doenças mentais e neurológicas já representavam um terço do total de casos de doenças não transmissíveis.

E o impacto desses números na balança econômica é assustador. No ano passado, pesquisadores da Universidade da Flórida, em Tampa, nos EUA, afirmaram que quase metade dos custos de saúde no país vai para o tratamento de sequelas e incapacitação funcional, a maioria delas causadas pelas doenças neurológicas. Não por acaso, esses mesmos pesquisadores apontam que prevenir os distúrbios neurodegenerativos será o próximo grande desafio da área da saúde.

Algumas substâncias que ajudam nesse sentido já foram descobertas, como a Apigenina, por exemplo, cujos experimentos atestaram sua capacidade de atrasar o início de desordens neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer e de Parkinson, e de alguns distúrbios psiquiátricos, incluindo esquizofrenia e depressão. Mas esse é apenas o começo de um processo que ainda tem muito a evoluir.

No entanto, a própria OMS pondera que, apesar do impacto social e econômico destas doenças, a sua prevenção e tratamento ainda não têm sido tratados como prioridade na maioria dos países, o que atrasa o desenvolvimento de novas pesquisas na área.

Publicado em:

maio 23, 2019

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